GRAVIDEZ ECTÓPICA

A gravidez ectópica é definida como a implantação do embrião fora da cavidade uterina. Na população geral, ela é mais comumente conhecida como a gravidez nas trompas, porém nem só nas trompas se implanta o embrião, a gravidez ectópica pode aparecer também no colo do útero, nos cornos uterinos, nos ovários e até no intestino.

A sua incidência é de aproximadamente 3%.

As principais causas são aquelas que retardam ou impedem a passagem do embrião até a cavidade do útero. Os mais comuns são: infecções genitais como a MIPA (moléstia inflamatória pélvica) que pode ser causada por algumas bactérias transmitidas por via sexual; tumores na região do útero, das trompas ou dos ovários que possam distorcer o trajeto das trompas; alterações do movimento ciliar das trompas, principalmente representado pelo tabagismo; DIU (dispositivo intra útero); MIRENA (DIU de progesterona); anticoncepcional de emergência e os ciclos de FIV (fertilização in vitro).

O diagnóstico da gravidez ectópica se faz através do exame ginecológico, do ultrassom e da dosagem quantitativa do beta HCG. 
Os principais sintomas são: presença de sangramento vaginal em mulheres com o beta HCG +, dor pélvica e massa palpável em localização do baixo ventre.

O tratamento, na grande maioria das vezes, é realizado de forma cirúrgica pela vídeo laparoscopia, já que é um método minimamente invasivo e a recuperação mais rápida do que a cirurgia convencional.

Em alguns casos, podemos tentar a conduta expectante com o uso do metotrexato (quimioterápico) ou até mesmo sem o uso de medicações.